A Penitenciária Agrícola de Chapecó, em tratativas com a Prefeitura Municipal de Chapecó e Câmara de Vereadores, conseguiu aprovar uma Lei que autoriza o poder executivo municipal a adquirir produtos agrícolas da horta da penitenciária como alface, repolho, cenoura, beterraba, batata doce, couve-flor, tempero verde, cebola, feijão preto e aipim, para atender 20 mil refeições diárias de creches, escolas e restaurantes populares.

“Chapecó dá um grande exemplo, que deve ser comemorado por todos do Sistema Penitenciário. Além do preso produzir o seu próprio alimento e abastecer a cozinha da penitenciária, os legumes e hortaliças orgânicos também são comercializados em supermercados e restaurantes da região, isso é uma grande conquista”, destaca o Secretário de Estado da Justiça e Cidadania, Leandro Lima.

O crescimento da lavoura da Penitenciária Agrícola de Chapecó em mais de 22 hectares impressiona pelo pouco tempo de investimento, fazendo com que a unidade prisional resgatasse a sua principal característica. Em apenas um mês são colhidos por exemplo mais de 15 mil pés de alfaces, e a perspectiva para 2019 é que este número chegue a 25 mil pés. Com a lucratividade do setor agrícola foram feitas aquisições de implementos agrícolas e de um trator para melhorar as técnicas de cultivo

Pela Lei aprovada o município está autorizado a comprar 30% da agricultura familiar, 10% da Penitenciária de Chapecó e 60% por meio de processo licitatório. “Esses 10% de compras do município representam 60% da capacidade produtiva da unidade prisional. Os outros 40% da produção atendem a demanda do Complexo Penitenciário e entidades privadas como mercados e restaurantes”, revela o Diretor da Penitenciária, Alecssandro Zani.

Importante também mencionar que um espaço também foi criado dentro da unidade para venda de produtos agrícolas diretamente aos funcionários do Complexo Penitenciário de Chapecó. Também foram construídas 25 estufas para cultivo e manejo dos hortifrútis.

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